30 de abril de 2009
Morri!
Morri por profunda tristeza
Morri por depressão
E talvez agora você esteja se perguntando
Como um rapaz jovem, saudável e alegre
Pôde morrer por essas causas?
Agora venho te da a resposta.
Você não viu
Eu estava morrendo aos poucos
Bem ao seu lado
Aquelas minhas falsas alegrias
Eram para camuflar a minha grande tristeza
E você não pode perceber,
Meu rosto feliz e sorridente
Tinha por trás uma face melancólica e rancorosa
E suas mãos, ao tocarm a minha face
Não puderam sentir
Por dentro desse corpo agora apodrecido
Que te proporcionava orgasmos alucinantes
Morava uma alma aprisionada
Que tinha sede de vida
Se ao menos uma vez
Você olhasse no fundo dos meus olhos
Teria visto o ser
Que aos poucos tomou conta desse corpo
Que agora inútil e fétido
Não te servirás mais para nada.
T. Araújo
29.04.2009
Faço parte desse mundo
Mas ele não faz parte de mim,
Moro nesse lugar
Com essas pessoas esquisitas
Mas o meu ser
Esse ser que só eu posso ver,
Mora bem distante daqui,
Se refugiando
Ou procurando refugio
Desse lugar
Para não ser corrompido
E não se corromper
Pela monstruosa iguinorância dessas pessoas
Para não ser alienado
E se deixa alienar
Vivendo nessa sociedade hipócrita,
Me esquivando
Desse modelo código de barras
Em que vivem os seres “racionais”
Que mal sabem o conceito de racionalidade.
T. Araújo
27.04.2009
Saudades
Eis um sentimento
Que me arrebata o peito por dentro
De você meu amigo
As lembranças das conversas
Das noites de festas
Das vezes em que passávamos horas calados
E ao ir embora
Vinha-me a sensação de ter sido
A melhor conversa da minha vida
De quando em vez
Esse filme começa a rodar
No cinema da minha cabeça
Lagrimas de saudades começam a rolar pelo meu rosto
Pois sei que agora só restam as lembranças
E muita saudade
Saudades de um grande amigo.
T. Araújo
31.01.2009