7 de agosto de 2008
Auto Biografia
Sou os extremos de mim mesmo
Um paradoxo do pretérito-mais-que-perfeito
Sou a solução de matemática não resolvida
Sou o descobrimento da ciência ainda não descoberto
Feito sem nenhum estudo
E talvez até sem querer
Sou uma mistura química
Em total ebulição
Sou uma lei da física
Que nem o próprio Einstein conseguiu resolver
Sou aquele vocabulário culto
Cada vez mais instinto e desgastado
Sou aqueles assuntos chatos de história
Esquecidos e que não querem mais saber
Sou esse chão quente nordestino
Pisado e castigado pela seca que aqui reside
Sou aquela poesia literária
Que outrora tão admirada
E hoje cada vez mais esquecida e isolada
Talvez eu seja essas minhas próprias letras
Aqui, olhando pra você.
Dedicando seu tempo a ler esses pensamentos
Quem sabe eu não seja um pouco de você
E você um pouco de mim
Mas talvez eu seja egoísta
E seja apenas eu mesmo
Eu posso ser nada
Na busca de ser tudo
Posso ser tudo
Sem buscar por nada
Sou o que vem antes do começo
Ou quem sabe, sou aquele que vem depois do fim.
Poema de T. Araújo
Titulo de Y. Araujo
07.08.2008
criado por thiago_piaui
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